Como identificar perfis falsos no Instagram

3 de Dezembro de 2018

Hoje em dia as mídias sociais são, sem sombra de dúvidas, parte da nossa sociedade. Ora um, ora outro, sempre vai existir um lugar para as pessoas se reunirem no meio digital. Por terem como missão proporcionar aos usuários experiências reais e interações genuínas ao mesmo tempo que servem como meio de divulgação e de presença online para marcas, as plataformas acabam atraindo muita atenção e, consequentemente, muito dinheiro.

Com isso em vista, todos os envolvidos, pessoas e marcas, enxergam nas redes sociais uma ótima fonte de fazer dinheiro. Porém, como qualquer outra fonte, sempre existem as pessoas que tentam burlar o funcionamento padrão de cada plataforma com a intenção de ter ainda mais vantagens. Sejam marcas ou influenciadores digitais, sabemos que o nosso meio está cheio delas.

#Mudanças no Instagram

Foi por conta dessas pessoas que o Instagram lançou, recentemente, uma verdadeira incursão contra os perfis que possuem números fake de seguidores, curtidas e comentários. Apesar de ter se tornado uma prática comum, a compra de seguidores nunca foi permitida pelos termos de uso da plataforma – e não poderia ser diferente. Como noticiado no blog do Instagram, a plataforma criou uma ferramenta baseada em machine learning para identificar os perfis que utilizam ferramentas para compra de engajamento e seguidores, notificando esses usuários e removendo os números “falsos”.

A medida, que faz parte dos esforços do Instagram em proporcionar uma experiência mais autêntica, não será apenas momentânea. Os perfis que continuarem com essa prática começarão a ver suas experiências na plataforma afetadas, com a diminuição na exposição e até mesmo com a exclusão da conta. Apesar de parecer radical, é preciso colocar na balança que os perfis fake prejudicam a experiência de todos os usuários da plataforma, sejam seguidores ou anunciantes.

#Marketing de influência e seguidores falsos

Além do impacto na experiência do usuário e dos anunciantes, a prática de comprar seguidores é igualmente danosa ao marketing de influência e tudo que o tema envolve. Os números falsos, além de minar os resultados reais das ações, fundamentais para o entendimento do sucesso/insucesso de uma ação, mascaram a autenticidade e o bom envolvimento do criador de conteúdo com a sua base de seguidores.

Por ter se tornado a segunda fonte de decisão mais importante no processo de compra de um produto ou serviço, segundo pesquisa recente do Instituto QualiBest, o marketing de influência acabou atraindo a atenção de muita gente. Com a crescente demanda dessa forma de marketing, se tornar um influenciador, ou seja, ter credibilidade perante uma audiência, se tornou um objetivo de muita gente, já que isso acabou se tornando uma profissão.

Dessa forma, a “qualidade” dos seguidores e do engajamento de um perfil servem como fatores decisivos na hora de escolher quais criadores de conteúdo devem ou não ser selecionados para participar de uma campanha, uma vez que a presença de perfis com credibilidade comprada colocam em cheque o retorno que a ação trará, além de afetar e dificultar a mensuração do retorno sobre o investimento.

#Identificando perfis falsos

Por conta dos perfis fake, os atores do mercado tiverem de se reinventar e criar métodos de identificar quem adota essa má prática. De maneira geral, os perfis falsos podem ser identificados tanto de forma manual, olhando para algumas informações e particularidades, quanto através de tecnologia, que enxerga e capta informações que nem sempre são visíveis para quem apenas navega pelas redes sociais.

Alguns dos pontos que as empresas devem olhar durante a etapa de seleção de perfis são o número e a “qualidade” dos seguidores, o uso excessivo de hashtags, os comentários das publicações, o engajamento dos conteúdos como um todo de acordo com o alcance de cada perfil, entre outros.

Seguidores

Observar quem são os seguidores de determinado criador de conteúdo é uma boa maneira de saber se houve compra ou não. Nas ocasiões onde essa má prática é adotada, é possível notar uma série de perfis com nomes estranhos (ex.: bot123), que seguem muitas pessoas e que quase não tem conteúdos criados.

Apesar de ser uma tarefa um pouco difícil, já que muitos criadores de conteúdos tem milhares (ou centenas de milhares) de seguidores, definitivamente é uma prática interessante de se adotar.

Uso excessivo de hashtags

O Instagram é uma das redes sociais que mais prioriza hashtags com o intuito de tornar um conteúdo relevante para um determinado nicho. Consequentemente, é a rede que mais sofre com o mau uso delas. O que empresas devem se atentar é: só porque é permitido usar hashtags, isso não significa que o uso delas não deve ser criterioso.

Um estudo recente realizado pela Squid nos permitiu enxergar que o uso de hashtags aleatórias é um forte indício de que as interações orgânicas de um perfil podem estar comprometidas. Com o levantamento, foi possível identificar uma prática que está se tornando conhecida nas redes sociais e consiste no uso de hashtags que não possuem quaisquer ligações com o tema da foto – e falamos das velhas conhecidas “like4like” e “follow4follow”.

À primeira vista, são palavras comuns, mas que podem levar caracteres como números ou outras variações que passam despercebidas a olho nu. Tais tags acionam um “mecanismo de curtidas e comentários”, por assim dizer, que atuam como robôs e mancham a reputação de um perfil online.

Portanto, atenção às hashtags. Elas devem ser relacionadas a um nicho ou ao conteúdo da postagem, além de ser relevante – especialmente pelo fato de que, com a atualização liberada em dezembro pela rede social, é possível segui-las.

Comentários aleatórios

Além das hashtags, os comentários nas publicações também podem ser um problema. Embora existam comentários autênticos sobre o conteúdo, também existem comentários aleatórios que nada têm a ver com o que está sendo mostrado, que servem apenas para inflar um número.

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