Pesquisa: influenciadores homens ganham, em média, 20,8% a mais que as mulheres

31 de Março de 2020

Levantamento realizado pela Squid, em parceria com a YOUPIX, revela que, mesmo sendo maioria no mercado de influência, as mulheres ainda ganham menos que os homens

Elas ditam moda, são referência para milhares de seguidores, transformaram a maneira de consumirmos conteúdo e, com toda certeza, são maioria no mercado de marketing de influência. Mas, será que ocupar a liderança na categoria significa ganhar mais do que os homens? De acordo com o levantamento realizado pela Squid, em parceria com a YOUPIX, consultoria de negócios para a Influence Economy, essa teoria não condiz com a realidade. 

A pesquisa “Machismo, Sexismo & Equidade no Marketing de Influência” entrevistou mais de 2.800 influenciadores cadastrados na Squid para entender como a desigualdade salarial afeta também o mundo da influência. Os dados mostram que, em todos os tipos de conteúdos feitos, o criador de conteúdo homem ganha, em média, 20,8% a mais que as mulheres. E isso acontece também nas categorias historicamente femininas, como “Moda” e “Beleza, maquiagem e cosméticos”

E sabe em qual categoria a diferença salarial é ainda maior? “Cultura Nerd/Geek e Tecnologia”, em que os influenciadores homens recebem o dobro que as mulheres, em média. A discrepância salarial não é uma questão somente no mundo do marketing de influência. Segundo dados do IBGE, no mercado de trabalho brasileiro, as mulheres recebem, em média, salários 20,5% menores que os homens. 

Quando analisamos o nosso país, é possível identificar uma mudança considerável somente nas regiões Norte e Nordeste, onde as mulheres são melhores remuneradas que os homens. Na região Sudeste os homens ganham, em média, 33,4% a mais que as mulheres. Nas demais regiões, os influenciadores do sexo masculino permanecem ganhando mais. 

E não pense que essa desigualdade muda de acordo com a idade dos criadores de conteúdo. Ao fazer o recorte pela faixa etária, é possível identificar que os homens ganham mais em qualquer faixa. Além disso, quanto mais velho o influenciador, maior o valor médio cobrado por eles. A maior diferença entre os valores cobrados é, em média,  de 32,5% na faixa de 35 a 50 anos.

“Trabalhar para reduzir as desigualdades de oportunidades econômicas e sociais entre homens e mulheres, principalmente na liberdade financeira da mulher a partir da articulação e potencialização das iniciativas femininas é transformador e pode alterar o mundo que conhecemos até hoje.”, comenta Isabela Ventura, CEO da Squid.

A boa notícia é que existem, sim, categorias em que as mulheres ganham melhor remuneração que os homens. São elas: Saúde e Medicina, Humor/Entretenimento, Música, Negócios e Empreendedorismo e Fitness. 

Essa é a primeira pesquisa realizada no Brasil especificamente sobre esse tema, e nos mostra que o caminho para a equidade salarial ainda é longo e cheio de barreiras. Vale lembrar que as mulheres brasileiras só conquistaram o direito de trabalhar sem a permissão do pai ou do marido em 1943, com a consolidação da CLT. 

Confira a live completa:

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